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A Defesa Civil do Estado do Amazonas integra o Sistema Nacional de Proteção à Defesa Civil e realiza as ações de monitoramento por meio do Centro de Monitoramento e Alerta (Cemoa), que acompanha a subida diária dos rios da região e fronteiriços que influenciam diretamente na Bacia Amazônica. Esse monitoramento hidrológico é realizado através de 23 estações automáticas e liminimétricas, estrategicamente localizadas em cada calha, que compõem a rede de monitoramento da Agência Nacional de Água (ANA) e do CPRM Serviço Geológico do Brasil. A integração com os municípios é realizada através de seus agentes de Defesa Civil que são capacitados para atender de forma rápida ao desastre.

Atualmente, todas as calhas que formam a Bacia Amazônica (Juruá, Purus, Alto Solimões, Médio Solimões, Rio Negro, e Baixo Amazonas) encontram-se em processo natural de enchente, que é um evento cíclico (que se repete em determinados períodos do ano) e sazonal (próprio de uma estação), com níveis elevados para o período.

Em Tabatinga (Alto Solimões), a maior enchente registrada deu-se no dia 28 de maio de 1999, atingindo 13,82 m. Hoje (13/01), o nível registrado foi 9,99 m, faltando 3,83 m para atingir a cota máxima. Em Lábrea (Purus), onde a maior enchente foi registrada no dia 13 de abril de 1997, atingindo a máxima de 21,79m. Hoje, o nível registrado foi de 18,72m, faltando 3,07 m para atingir a cota máxima. Em Fonte Boa, os níveis atuais são os maiores observados para os meses de janeiro da série histórica.

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O  secretário executivo da Defesa Civil do Estado, tenente-coronel Francisco Máximo, explica que, de forma preventiva, os municípios devem manter atualizados seus cadastros de (pessoas, famílias e comunidades) e o mapeamento de áreas de risco que podem ser afetadas pelo desastre, uma vez que não necessita atingir a cota histórica para que comunidades comecem a ser afetadas. Ele explica que é de suma importância colocar em prática as diretrizes contidas no Plano de Contingência, que é o documento onde se registra o planejamento elaborado previamente a partir de estudos de um ou mais cenários de risco de desastre e estabelece os procedimentos para ações de resposta, de forma a atender o que determina a Política Nacional de Proteção e Defesa Civil.

Ele explica que o Estado de Atenção é o estágio inicial para que os coordenadores municipais de defesacivil possam se planejar, articular e mobilizar, para atender de forma rápida a população que se encontra vulnerável a uma ameaça causada por um eventual desastre. No Estado de Alerta, o município inicia a primeira resposta às populações afetadas, conforme avaliação do estágio de evolução do evento extremo, danos e prejuízos, podendo ou não decretar situação de emergência.

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Capacitação no interior – A Defesa Civil do Amazonas auxilia e orienta os municípios a atuarem preventivamente na possibilidade de ocorrências de eventos extremos. Umas dessas ações executadas pelo órgão foi a capacitação de gestores de 41 municípios, no final de 2018. A capacitação integrou o plano de ações de prevenção e de resposta e elaboração do Plano de Contingência e plano detalhado de resposta.

“Quando a capacidade de atendimento do município se esgota, a Defesa Civil do Estado promove as articulações necessárias para apoiar as necessidades essenciais decorrentes dos danos provenientes do desastre, coordena as ações de preparação, mitigação e de resposta para superar os danos”, informou Francisco Máximo.

Mais informações: Assessoria de Comunicação da Defesa Civil do Amazonas: Larissa Barroso Segadilha França (99325-5501 e 98126-7396).